Barco à deriva

Da rota incerta

de decisões

indecisas

talvez

perde-se o rumo

o leme se foi

o barco à deriva

navega sem controle

perdido no além…

©vilma machado

Agenda 21

O cerne da Agenda 21, que prega uma reformulação do conceito de “progresso”, atualmente baseado na capacidade de produção e consumo de um país – levando em conta, inclusive, o valor do que é produzido e consumido. Talvez seja este o maior empecilho enfrentado pela Agenda 21. O fato de propor uma reformulação não apenas de pensamento, mas da estrutura econômica na qual se apoia o sucesso de grupos dominantes provavelmente impede que políticas voltadas à sua real implementação sejam de difícil penetração nos centros de tomada de decisão.

Ponto de Mutação

Ao término de um período de decadência sobrevem o ponto de mutacao. 

A luz poderosa que fora banida ressurge. Há movimento, mas este não é gerado pela força… O movimento é natural, surge espontaneamente.

Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil. O velho é descartado, e o novo é introduzido. Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando daí, portanto, nenhum dano.

I Ching

Top 25 Livros sobre Sustentabilidade da WiseEarth

(1) Biomimetismo, Janine Benyus (2003)
(2) Confissões de um Industrial Radical, Ray Anderson (2009)
(3) Do Berço ao Berço, William Mc Donough e Michael Braungart (2002)
(4) Capitalismo Natural, Paul Hawken, Amory e Hunter Lovins (2000)
(5) Primavera Silenciosa, Rachel Carson (1962)
(6) Estratégia para a Sustentabilidade, Adam Werbach (2009)
(7) A Economia Verde, Joel Makower (2009)
(8) Indicadores de Sustentabilidade: Medindo o Imensurável?, Simon Bell e Stephen Morse (1999)
(9) Valor Sustentável, Chris Lazlo (2008)
(10) A Ecologia do Comércio, Paul Hawken (1994)
(11) O Fim da Natureza, Bill McKibben (1989)
(12) O Colar da Economia Verde, Van Jones (2008)
(13) The Natural Step for Business, Brian Nattrass e Mary Altomare (1999)
(14) A vantagem da Sustentabilidade, Bob Willard (2002)
(15) Tripple Bottom Line, de Andrew Savitz e Karl Weber (2006)
(16) A verdade sobre o Green Business, Gil Friend, Nicholas Kordesch e Benjamin Privitt (2009)
(17) Walking the Talk, Chad Holliday, Stephan Schimidheinny e Philip Watts (2002)
(18) Capitalismo: Como se o Mundo Importa, Jonathon Porrit (2005)
(19) Colapso, Jared Diamond (2005)
(20) Criando um Negócio Social, Muhammad Yunus (2009)
(21) Prosperidade sem Crescimento, Tim Jackson (2009)
(22) O Zeedbook: Soluções para um Mundo Cada Vez Menor, Dunster, Simmons & Gilbert (2007)
(23) Plenitude: a Nova Economia da Verdadeira Riqueza, Juliet Schor (2010)
(24) Plano B: 4.0, Lester Brown (2009)
(25) Permacultura, David Holmgren (2001)

Top 50 Livros de Sustentabilidade segundo Cambridge

(1) O Banqueiro dos Pobres, Muhammad Yunus (1999)
(2) Biomimetismo, Janine Benyus (2003)
(3) Blueprint para uma Economia Verde, David Pearce, Markandya Anil e Edward B. Barbier (1989)
(4) Business as Insólito, Anita Roddick (2005)
(5) Canibais com Garfo e Faca, John Elkington (1999)
(6) Capitalismo: Como se o Mundo Importa, Jonathon Porritt (2005)
(7) O Capitalismo na Encruzilhada, Stuart Hart (2005)
(8) Mudando o Rumo: uma Perspectiva Empresarial Global sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente, Stephan Schmidheiny e o WBCSD (1992)
(9) O Ponto do Caos: o Mundo na Encruzilhada, por Ervin Laszlo (2006)
(10) A Corporação Civil: A Nova Economia da Cidadania Empresarial, Simon Zadek (2001)
(11) Colapso, Jared Diamond (2005)
(12) A Corporação, Joel Bakan (2005)
(13) Do Berço ao Berço, William McDonough e Michael Braungart (2002)
(14) O Sonho da Terra, Thomas Berry (1990)
(15) Desenvolvimento como Liberdade, por Amartya Sem (2000)
(16) A Ecologia do Comércio, Paul Hawken (1994)
(17) A Economia das Alterações Climáticas: o Relatório Stern, Nicholas Stern (2007)
(18) O Fim da Pobreza, Jeffrey Sachs (2005)
(19) Fator Quatro: um Relatório para o Clube de Roma, Ernst VonWeizsäcker, Amory B. Lovins e L. Hunter Lovins (1998)
(20) O Falso Amanhecer: os Equívocos do Capitalismo Global, John Gray (2002)
(21) Fast Food Nation, Eric Schlosser (2005)
(22) Um Destino Pior que a Dívida: a Crise Financeira Mundial e os Pobres, Susan George (1990)
(23) Para o Bem Comum: o Redirecionamento da Eeconomia para Comunidade, Meio Ambiente e Futuro Sustentável, Herman Daly e John Cobb (1989)
(24) Riqueza na Base da Pirâmide, CK Prahalad (2004)
(26) Gaia, James Lovelock (1979)
(27) A Globalização e os seus Malefícios, Joseph Stiglitz (2002)
(28) Calor: Como Parar a Queima do Planeta, George Monbiot (2006)
(29) Escala de Desenvolvimento Humano: Concepção, Aplicação e as Novas reflexões, Manfred Max-Neef (1991)
(30) O Espírito Ávido, Charles Handy (1999)
(31) Uma Verdade Inconveniente, Al Gore, 2006
(32) Os Limites do Crescimento, Donella H. Meadows, Dennis L. Meadows, Jorgen Randers (1972)
(33) Maverick, Ricardo Semler (1993)
(34) O Mistério do Capital: Por que o Capitalismo Triunfa no Oeste e Falha em Toda a Parte, Hernando De Soto (2000)
(35) Capitalismo Natural, Paul Hawken, Amory Lovins e L. Hunter Lovins (2000)
(36) Sem Logo, Naomi Klein (2002)
(37) Sociedade Aberta: Reformar o Capitalismo Global, George Soros (2000)
(38) Manual de Operação para Espaçonave Terra, Buckminster Fuller (1969)
(39) Nosso Futuro Comum, pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1987)
(40) The Population Bomb, Paul Ehrlich (1968)
(41) Presença, Peter Senge, Otto Scharmer, Joseph Jaworski e Betty Sue Flowers (2005)
(42) A River Runs Black: O Desafio Ambiental para o Futuro da China, Elizabeth C. Economy (2004)
(43) Sand County Almanac, Aldo Leopold (1949)
(44) Primavera Silenciosa, Rachel Carson (1962)
(45) O Ambientalista Cético, Bjorn Lomborg (2001)
(46) Small is Beautiful, EF Schumacher (1973)
(47) Staying Alive: Mulher, Ecologia e Desenvolvimento, por Vandana Shiva (1989)
(48) The Turning Point, Fritjof Capra (1984)
(49) Unsafe at Any Speed, Ralph Nader (1965)
(50) Quando as Corporações Regem o Mundo, David Korten, 2001

Pensamentos sobre a Fome no Mundo

Não há como concordar com o argumento de que somente um aumento substancial  da produção agrícola resolverá o problema da fome no mundo bem como somente as agrocompanhias de porte estão aptas a produzirem mais alimentos.

Um número cada vez menor de pessoas adquirem cada vez mais o controle da terra. Fazendeiros empresariais deixam de cultivar alimentos de acordo com as necessidades locais passando para as safras mais lucrativas destinadas à exportação.

A questão não é a redistribuição de alimentos e sim do controle sobre os recursos agrícolas. Como enfatizaram Moore Lappé e Joseph Collins, fundadores do Institute for Food and Development Policy, em San Francisco, que as culturas industriais só sejam plantadas depois de satisfeitas as necessidades básicas das populações, e que o comércio externo de produtos agrícolas seja considerado uma extensão das necessidades internas, em vez de ser determinado estritamente pela demanda do mercado externo.

Aqueles que controlam os recursos para a produção de alimentos além de induzirem novos modelos alimentares decidem o que irá ser cultivado e quem irá comer.

O problema da fome no mundo não é em absoluto, um problema técnico: é sim, social e político.

© vilma machado

De dores

De dores se fez vento

brisas de sonhos

encantando almas perdidas

De dores se fez canto

entoando esperança

num compasso de angústias

De dores se fez caminho

estrada de ferro

entre vales e abismos

De dores se fez vida

moldou desespero

com o canto que ouvia

esculpiu os sonhos

com as pedras do caminho

© vilma machado

Diccionario del Nuevo Orden Mundial -Eduardo Galeano

apartheid. Sistema original de Africa del Sur, destinado a evitar que los negros invadan su propio país. El Nuevo Orden lo aplica, democráticamente, contra todos los pobres del mundo, sea cual fuera su color.

bandera. Contiene tantas estrellas que ya no queda lugar para las barras, Japón y Alemania estudian diseños alternativos.

comercio, libertad de. Droga estupefaciente prohibida en los paises ricos, que los paises ricos venden a los piases pobres.

costos, calculo de. Se estima en 40 millones de dólares el costo mínimo de una campaña electoral para presidente de los Estados Unidos. En los piases del Sur, el costo de fabricación de un presidente resulta considerablemente mas reducido, debido a la ausencia de impuestos y al bajo precio de la mano de obra.

creación. Delito cada vez menos frecuente.

cultura universal. Televisión.

desarrollo. En las sierras de Guatemala: No se necesita matar a todos. Desde 1982, nosotros dimos desarrollo al 70% de la población, mientras matamos al 30% (General Héctor Alejandro Gramajo, ex ministro de Defensa de Guatemala, recientemente graduado en el curso de Relaciones Internacionales de la Universidad de Harvard. Publicado en Harvard International Review, edición de primavera de 1991).

deuda externa. Compromiso que cada latinoamericano contrae al nacer, por la módica suma de 2 000 dólares, para financiar el garrote con el que será golpeado.

dinero, libertad del. Dícese del rey Herodes suelto en una fiesta infantil.

gobierno. En el Sur, institución especializada en la difusión de la pobreza, que periódicamente se reúne con sus pares para festejar los resultados de sus actos. La ultima Conferencia Regional sobre la Pobreza, que congrego en Ecuador a los gobiernos de América Latina,revelo que se ha logrado condenar a la pobreza a un 62,3 por ciento de la población latinoamericana. La Conferencia celebro la eficacia del nuevo Método Integrado de Medición de la Pobreza (MIMP).

guerra. Castigo que se aplica a los piases del Sur cuando pretenden elevar los precios de sus productos de exportación. El mas reciente escarmiento fue exitosamente practicado contra Irak. Para corregir la cotización del petróleo fue necesario producir 150 mil daños colaterales, vulgarmente llamados víctimas humanas, a principios de 1991.

guerra fría. Ya era. Se necesitan nuevos enemigos. Interesados dirigirse al Pentágono, Washington DC, o a la comisaria de su barrio.

historia. El 12 de octubre de 1992 el Nuevo Orden Mundial cumplió 500 años.

ideologías, muerte de las. Expresión que comprueba la definitiva extinción de las ideas molestas y de las ideas en general.

impunidad. Recompensa que se otorga al terrorismo, cuando es de estado.

intercambio. Mecanismo que permite a los piases pobres pagar cuando compran y cuando venden también. Una computadora cuesta, hoy día, tres veces mas café y cuatro veces mas cacao que hace cinco años (Banco Mundial, cifras de 1991.)

life, american way of. Modo de vida típico de los Estados Unidos, donde se practica poco.

mercado. Lugar donde se fija el precio de la gente y otras mercancías.

mundo. Lugar peligroso «A pesar de la desaparición de la amenaza soviética, el mundo continua siendo un lugar peligroso.» (George Bush, mensaje anual al Congreso, 1991.)

mundo, mapa del. Un mar de dos orillas. Al Norte, pocos con mucho. Al Sur, muchos con poco. el este que ha logrado dejar de ser Este, quiere ser Norte, pero a la entrada del Paraíso un cartel dice: Completo.

naturaleza. Los arqueólogos han localizado ciertos vestigios.

orden. El mundo gasta seis veces mas fondos públicos en investigación militar que en investigación medica. (Organización Mundial de la Salud, datos de 1991.)

poder. Relación del Norte con el Sur. Dícese también de la actividad que en el Sur ejerce la gente del Sur que vive y gasta y piensa como si fuera del Norte.

riqueza. Según los ricos, no produce la felicidad. Según los pobres, produce algo bastante parecido. Pero los estadistas indican que los ricos son ricos porque son pocos, y la fuerzas armadas y la policía se ocupan de aclarar cualquier posible confusión al respecto.

veneno. Sustancia que actualmente predomina en el aire, el agua, la tierra y el alma.

Dersu Uzala, uma lição de vida

Dersu Uzala

(1975 – filme de Akira Kurosawa)

Dersu Uzala é um velho caçador nômade, relaciona-se com o todo em total equilíbrio, identifica qualquer sinal ocorrido no seu habitat, ele conhece tudo sobre o comportamento daqueles que vivem em seu mundo e tem uma consideração igual para com o ser humano bem como para com o sol, o fogo a água o vento os animais, vive em perfeita harmonia.

Um dia Dersu ao tentar atirar em um  tigre, erra o alvo e passa a acreditar que o espírito da floresta não o quer mais vivendo ali a partir de então  torna-se  um homem nervoso vivendo com medo e deprimido.

Analisar a vida de Dersu nos levará a descobrir detalhes que podemos evitar em nossas vidas, toda a vida de Dersu foi baseada nas coisas que ele conhecia e dominava, era um profundo conhecedor da moral e ética de sua sociedade e estava convicto que, seguindo as regras e os conceitos pré-estabelecidos por ela, sua vida seguiria sempre em perfeita ordem, era assim um homem seguro de suas crenças e de si mesmo.

Porém nada na vida para, tudo está em movimento, tanto dentro de nós como ao nosso redor, assim como a natureza se transforma nós nos transformamos também. Dersu seguiu as regras de sua sociedade e  consigo mesmo, porém esqueceu de perceber que assim como a natureza, ele também muda, assim como mudam as estações, mudam também nossas percepções e nosso corpo.

Para um caçador, seu condicionamento físico é algo precioso, mas o tempo também passou para ele e quando ele ao tentar atirar em um tigre errou o alvo pois seus olhos já não eram mais como antes, ficou inseguro e ao invés de receber este sinal como um alerta de que o tempo também passava para ele, trazendo conseqüências para seu corpo físico e aceitar aquele sinal para reajustar sua vida conforme a nova situação deixou-se levar pelos inúmeros pensamentos negativos que lhe chegavam, abrindo as portas de sua alma para que o medo se instalasse dentro dela.

Tudo então passou a ser vivenciado a partir destes medos, fazendo-o se fechar cada vez mais, se afastando da realidade, se afastando do seu eu, se afastando da vida. O medo passou a gerenciar sua vida.

Seria tão simples, se ele tivesse aceitado o sinal que a vida lhe deu, que percebesse que deveria tomar providências, pois seu corpo já nao era mais o mesmo e caçar com estas condições poderia ser fatal para ele, se adaptar às novas condições seria o caminho.

Aceitar que o tempo passa para todos, que as coisas mudam, nosso corpo muda, nosso pensamento muda, nossos valores mudam bem como aceitar que tudo isto ocorre também com aqueles que compartilham a vida conosco.

Aceitar que devemos adequar nossas vidas de forma a nos dar e a dar a ela o que temos de melhor, aceitar que o aprendizado não para nunca e que à medida que vamos aprendendo, vamos abrindo nossos horizontes nos tornando mais seguros de nós mesmos, nos fortalecendo com conhecimentos que serão ferramentas preciosas para as dificuldades que surgirão no futuro.

Aceitar que somos frágeis e que coisas pequenas nos afetam, mas que somos fortes para olharmos de frente o que nos machuca, o que nos afeta e teremos sempre a escolha de deixarmos nos afetar ou não, de levar adiante aquele sofrimento ou resolvê-lo e deixá-lo partir, deixando apenas a lembrança da experiência vivida.

Assim como Dersu, escolheu viver o resto de sua vida com medo e deprimido, ele poderia ter aceitado as limitações que são naturais na vida, se adaptar, desenvolver novas atividades, investir em outros potenciais e com certeza teria terminado seus dias absorvendo todas as experiencias que a vida lhe deu.

Quando nos levantamos e percebemos que o céu esta carregado de nuvens negras, sabemos que poderá chover e sair sem proteção é uma escolha nossa, poderemos nos molhar, ganhar uma gripe e todas as demais conseqüências.

Não devemos nunca esquecer que nós somos os dirigentes de nossas vidas, nós temos o comando dela em nossas mãos.

© vilma machado

O Papel da intimidade e do amor

As pessoas plenamente atuantes reconhecem que necessitam das outras. Não consideram esta necessidade de amor e intimidade como uma exigência para serem menos do que são, mas sim como meio para refletir seus vastos potenciais e partilhá-los com os outros. Não se sentem restringidas pelo amor ou intimidade, mas os vêem como uma oportunidade notável para o desenvolvimento. Compreendem que não podem, jamais, possuir outra pessoa e não tem o desejo de serem assim possuídas. Sabem de cada uma que a intimidade une as pessoas, mas que é responsabilidade de cada uma manter a autonomia; que elas devem desenvolver-se separadamente a fim de continuarem a crescer com os outros. O amor e a intimidade são desafiados, não ameaçados por diferenças. As pessoas plenamente atuantes sabem que quando dois indivíduos decidem formar um relacionamento intimo estão unindo dois mundos diferentes, e, como tal, não apenas trazem um para o outro as generalidades únicas, mas as diferenças também. São as diferenças que continuarão a estimulá-los  ao desenvolvimento. A profundidade de nosso amor pode, em geral, ser avaliada pelo grau do nosso desejo de partilhar a nós mesmos com os outros. Começamos com dois “eus” isolados. Estabelecemos um espaço partilhado entre os dois “eus” e o chamamos de “nós”. É neste espaço que a intimidade cresce. Quanto maior a experiência partilhada, maior a área do “nós”.

…” O amor não é nutrido ou aumentado olhando-se  para trás; e sempre vivido no presente…”

O amor e a intimidade maduros não se baseiam em expectativas …..”. A única expectação válida no amor reside na esperança de que aqueles que amamos se tornarão eles mesmos, enquanto fazemos o mesmo.

O amor dado por um senso de dever ou obrigação é o maior insulto e, por conseguinte, não é amor, de forma alguma.

A intimidade e o amor verdadeiro crescem na espontaneidade e oferecem um numero de oportunidades a experiências de alegrias, beleza e riso. Todos conhecemos a maravilha de partilhar uma experiência máxima com outra pessoa, quer de riso ou de dor….”

A intimidade madura, envolve o físico. Uma necessidade sensual de estar perto do ser amado, de fazer contato fisicamente, de conservá-lo e mantê-lo próximo, parece integrar-lhe. Portanto, a intimidade madura exigirá que as pessoas plenamente atuantes cheguem, em primeiro lugar, a um acordo com sua própria sexualidade. Necessitamos nos sentir satisfeitos com a nossa individualidade sexual, antes de arriscarmo-nos a revelar nossa sexualidade, livre e sinceramente a outra pessoa.

…”Não há, talvez, ação mais natural, nem mais plenamente satisfatória da qual a pessoa seja capaz, do que a que é encontrada em uma intimidade sexual madura. Aqui, em sua forma mais elevada, reside um desejo profundo de fundir-se totalmente com outro ser. É uma expressão suprema de amor combinando todas as suas manifestações positivas – afeição, doação, partilha, proteção, conformação, aceitação, submissão e adoção. A sexualidade quando é uma expressão do verdadeiro amor, pode ser a harmonia humana final.

….” O amor e a intimidade não têm lugar para a exploração. Há uma velha mas ainda verdadeira expressão: “Use coisas, ame as pessoas.” É assustador como inúmeros indivíduos fazem justamente o oposto em nome do amor: pais que usam filhos, maridos que usam esposas, educadores que usam alunos, radicais que usam a sociedade. Usam a vida dos outros para afirmar sua própria natureza e valor. É por isto, basicamente que o amor se tornou um conceito tão discutível e amedrontador. É usado, tantas vezes, mais para violar do que para estimular. A exploração,  em um relacionamento, não importa quanto a racionalizemos, jamais pode ser amor!

É difícil encontrar o amor humano perfeito. Parece que temos poucos exemplos para imitar. Mas os comportamentos que parecem intensificar o amor são sólidos, observáveis e disponíveis para pesquisa. As pessoas plenamente atuantes sabem que o amor dever ser, principalmente, autodidata, e é mais bem aprendido através, simplesmente, da vulnerabilidade ao amor e de vivê-lo  como amantes humanos dedicados cada dia de nossas vidas.

P.S.:

A implicação neste capítulo não é que necessitamos ser perfeitos para sermos plenamente atuantes no desenvolvimento da nossa personalidade. O contrário é verdadeiro. A perfeição segure um estado definitivo, um comportamento, uma terminação. A pessoa humana plenamente atuante não procura isto, nem mesmo na morte.

Ph.D Leo Buscaglia

Personhood – The art of being fully human

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